7 Nós Editora

Ferdydurke

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Título original: Ferdydurke
Autor: Witold Gombrowicz Tradução: Maja Marek e Júlio do Carmo Gomes
Posfácio: Álvaro Lapa | Capa: Maja Marek
1.ª Edição | Ano :  2011 | N.º de páginas:  312 | Tiragem: 1500 exemplares
ISBN: 978-989-8306-05-0


Sinopse: 

Obra-prima de W. Gombrowicz, considerado o mais importante escritor polaco da modernidade; uma busca desenfreada pelo sentido do absurdo e dos paradoxos do comportamento humano. Imaginem um filho de boas-famílias farto do magote de boas-tias, sarcástico q.b. com a soberba dos tios generais e oficiais graduados, entediado com o saraus de violoncelo e piano dos salões de Varsóvia, indiferente ao molhar da sopa na cozinha, de quando em vez, com as empregadas, e imaginem uma provável crise existencial por entrar na casa dos 30 anos, um talento inesgotável para a criação (ou destruição criativa?) literária, uma inclinação natural para a extravagância e a chacota, um temperamento mimalho e fuzilador, imaginem um jovem escritor a dar largas ao seu génio num romance (?) em que lhe deu para gozar com toda a gente e com ele próprio, num "tom fantástico, excêntrico, bizarro" à beira da "mania, da loucura, do disparate". Falamos, claro, de Gombrowicz e do seu indescritível livro, Ferdydurke. As citações acima são do próprio autor e dão-nos uma leve imagem de uma das maisinteligentes óperas bufas jamais escritas. Se o condão de desferir um soco no estômago ao leitor, ou de lhe provocar um profundo mal-estar, é uma virtude de uma dezena de escritores, o escritor polaco desfruta dessa mestria, já não com a convulsão e as vísceras de fora de Céline, ou esborrachando-nos contra a parede numa queda sem rede como Camus, mas provocando-nos no início risos amarelos, tirando-nos subtilmente as máscaras uma a uma até nos deixar ao léu, acabando por nos arrasar em pantomina geral ao enfiar-nos as ceroulas pela cabeça abaixo.